A Biônica aplicada ao Design de Produto

Estava eu aqui estudando para uma prova que tenho sábado (argh!) e a matéria estudada é Biônica, que acredito ser de grande utilidade para designers, estudantes e aficcionados em protudos como uma ferramenta para pesquisa e geração de alternativas, escreverei aqui sobre biônica aplicada ao design de produto.

 

O que é Biônica?

Biônica é o estudo de seres vivos (plantas, animais) com o intuiro de aplicar soluções existentes na natureza em sistemas mecânicos, formas, produtos e indústria.

É simples, você tem um problema e provavelmente a natureza já tem a resposta, é só você a encontrar. 😉

Desde sempre o homem buscou inspiração na natureza, mas em 1940 (Segunda Guerra) isso começou a ser levado mais a sério em pesquisas militares, que por muito tempo dominaram a tecnologia de ponta (e provavlemente ainda hoje dominam, né?).

 

Metodologia

Vou citar duas maneiras de aplicar estudos biônicos em um projeto de produto, a primeira que é mais metodológica e a segunda mais "casual" – que depende bastante da sorte e de um "eureca".

Ao meu ver a Biônica deve servir como complemento a metodologia projetual, virei fã de Mike Baxter[bb] e utilizo suas algumas de suas ferramentas inclusive

 

1. Definir o problema e encontrar a solução

Acredito que a melhor forma de encontrar soluções para um problema é ter o problema bem definido. Com a definição de um problema é possível buscar em seres que tenham algum tipo de mecanismo biônico que possa ser útil, fazendo uma seleção de espécies você aprofunda os estudos e filtra o que pode ser interessante.

Um exemplo óbvio, você está projetando um veículo e a abertura das portas deve acontecer para cima, sei lá porque diabos. O que você imagina vendo um carro com as duas portas abertas para cima? Eu vejo asas, e tenho certeza que em algum lugar do mundo um inseto tem um sistema mucho loco de abertura de asas que pode ser (com a ajuda da engenharia) aplicado ao projeto do veículo. Claro que esse foi um exemplo simples e nada inovador.

Com o problema definido você sabe a solução (aproximada) que procura e com diversas amostras selecionadas só resta uma coisa a fazer: estudar. Vale consultar biólogos, agrônomos (no caso de plantas e/ou pragas), veterinários e claro, a infalível Wikipedia e o Google.

A Biônica não se limita a estudar as formas e estética da amostra selecionada, a solução pode ser mais complexa como: habitat, evolução dos seres estudados, mutações durante a vida, formas de vida, caça, alimentação, sobrevivência, as possibilidades são inúmeras. Basta criatividade e saber onde procurar! 😉

 

2. Não ter problema e encontrar a solução

Calma, eu não errei o título, é isso mesmo. Você está lá, andando pela rua e vê uma planta ou um animalzinho e… "eureca!", aquilo poderia ser utilizado para tal coisa. Você faz um produto em cima de uma oportunidade que estava ali mas ninguém havia percebido ainda – para isso tem que ser um empreendedor, tem que saber ver oportunidades.

Dizem as más línguas que o velcro foi criado assim, o tal George de Mestral estava incomodado com uma coisa: carrapichos grudavam me suas meias de lã. "Como diabos carrapichos grudam em minhas meias e são difíceis de soltar?" Com um pouco de estudo, curiosidade e potencial para ficar milionário surgiu o velcro, que todos conhecemos.

 

Exemplo de aplicação

Concept Bionic Car da Mercedes-Benz, inspirado na estrutura óssea de um peixe…

 

 

 

Via WorldCarsFans

 

Um exemplo de aplicação mais complexo acontece nos pneus da Continental, que tem duas aplicações biônicas que posso citar: a teia de aranha e a pata de gato.

 

Os engenheiros da Continental aplicaram este princípio ao pneu. O composto da banda consiste em duas redes precisamente combinadas, cada uma com seu próprio trabalho a fazer. A rede flexível proporciona um alto nível de contato com a superfície do solo, enquanto a rede mais firme proporciona a rigidez necessária para a banda do pneu.

E quanto a pata de gato, quando o animal "freia" ela se estica para aumentar o contato com o solo, um sistema muito parecido foi aplicado ao pneu para aumentar o área de contato e reduzir a distância de freagem. 😉

 [update]

Um bom exemplo saiu na última edição da revista Super Interessante (Terapia Funciona? Julho 2008) com o título de "animais de guerra", que fala sobre armas do exército (norte-americano, claro…) que são robôs baseados em animais existentes.

Moscas "espiãs", uma mula de carga super equilibrada, um "cachorro" mecânico para levar suprimentos e medicamento para soldados feridos… um verdadeiro caos, a tecnologia e biônica usada para o mal como foi muito bem falado no mobilidade é tudo com um pequeno "prostesto" se é que posso assim chamar.

o uso indevido da tecnologia poderia criar armas de destruição em massa. Esse texto é um exemplo clássico disso, oque leva um cientista, que estuda dezenas de anos, a inventar um robô

Ricardo Ogliari

 [/update]

 

Bom, espero que este texto tenha ajudado e esclarecido alguma coisa para vocês, para mim foi um belo estudo para a prova. Agora me desejem sorte! 😉


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